Pratica râguebi, futebol ou boxe? A ciência quer ficar com o seu cérebro para estudo

A ideia é tirar conclusões sobre os efeitos a longo prazo de concussões e outras lesões na cabeça causadas pelo desporto.

Nova Zelândia está a pedir a antigos desportistas para doarem os seus cérebros à ciência quando morreram, para que o o impacto das pancadas sofridas na cabeça possam ser estudadas. Os cientistas querem analisar os cérebros de jogadores de râguebi e de futebol e de lutadores de boxe.

A iniciativa foi lançada esta sexta-feira pelo Centro para a Pesquisa do Cérebro, na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. O objetivo é tirar conclusões sobre os efeitos a longo prazo de concussões e outras lesões na cabeça causadas pelos desportos.

A encefalopatia crónica traumática, uma doença degenerativa que está ligada a sucessivas concussões, tem vindo a ser descoberta nos cérebros de vários atletas de desportos de contacto físico. Contudo, a doença não pode ser confirmada em vida; só pode ser formalmente diagnosticada depois de os cientistas estudarem o cérebro durante a autópsia.

O Centro para a Pesquisa do Cérebro declarou, em comunicado, que a doação dos cérebros dos atletas será "um passo significante que permitirá aprofundar o conhecimento sobre o impacto que as lesões desportivas têm no cérebro".

Dois grandes nomes do râguebi, Ben Afeaki e John 'JJ' Williams, já afirmaram que irão responder afirmativamente ao apelo e doar os seus cérebros à ciência.

A iniciativa ganha ainda maior destaque, uma vez que vários jogadores de topo do râguebi têm sido forçados a reformar-se antecipadamente, devido a sintomas de lesões cerebrais.

As lesões na cabeça são uma grande preocupação na Nova Zelândia, onde 20% dos danos cerebrais são causados pela prática desportiva. Só no último ano, foram registadas mais de 9.000 lesões na cabeça em jovens com menos de 19 anos, no país, de acordo com a agência Reuters.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de