Presidente da AICEP diz que Web Summit "confirma" talento como fator competitivo

Luís Castro Henriques falava à Lusa no último dia da quarta edição da Web Summit em Lisboa, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas mundiais.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Castro Henriques, fez um balanço "muito positivo" da Web Summit e adiantou que esta edição "confirma" o talento como fator competitivo.

Luís Castro Henriques falava à Lusa no último dia da quarta edição da Web Summit em Lisboa, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas mundiais.

"O balanço é mais uma vez positivo", afirmou o presidente da AICEP, apontando o facto de esta edição ter "mais de 70 mil participantes", o que "mostra que o evento está cada vez mais consolidado".

Além disso, "este é um evento que aumenta muito a notoriedade" de Portugal, traduzindo-se numa "montra fantástica do país", sublinhou.

E "é sempre um momento especial para as empresas anunciarem o que vão fazer, para falarmos com empresas novas, a Web Summit este ano foi talvez a edição em que falei com mais empresas com quem nunca tínhamos interagido, tanto eu como a equipa toda da AICEP", prosseguiu o responsável.

Luís Castro Henriques destacou o anúncio feito pela Nokia na quarta-feira (06 de novembro), na Web Summit, de que vai criar um centro de excelência em IT (tecnologias de informação) em Portugal, que vai envolver a contratação de mais de 100 profissionais.

O anúncio foi feito na presença do primeiro-ministro, António Costa, no 'stand' da StartUP Portugal.

"A Nokia tem 2.200 pessoas cá" e com este centro "vai crescer" em Portugal, disse.

"O talento [português] é de tal ordem bom e competitivo que mesmo uma empresa com uma operação grande continua a crescer" em Portugal, sublinhou.

"Esta Web Summit confirma e valida em absoluto a tese de investimento da AICEP dos últimos cinco anos: talento, talento, talento", destacou Luís Castro Henriques.

"Todos os clientes falam do talento" português, disse.

"Até esta Web Summit era uma surpresa para muitos" e agora, que "está consolidada, temos de começar a trabalhar em massa crítica", considerou.

Luís Castro Henriques apontou que nos serviços "o desenvolvimento de 'software' já representa 30% do setor".

Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave, Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é considerada um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de apenas três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores.

A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, passou a realizar-se em Lisboa desde 2016, vai manter-se na capital até 2028, depois de, em novembro do ano passado, ter ficado decidida a permanência da conferência em Portugal por mais 10 anos, após uma candidatura com sucesso.

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