Startup vai lançar satélite inovador capaz de detetar desperdício de energia na Terra

Satellite Vu, criado por um grupo de empreendedores britânicos, promete revolucionar a informação recolhida do espaço.

A Satellite Vu, que é uma das grandes promessas no que toca ao espaço do planeta Terra, vai assinar um contrato esta quarta-feira no Farnborough Air Show para uma segunda estrutura espacial, avança a BBC.

O objetivo é lançar vários satélites capazes de medir as emissões de temperatura de qualquer estrutura do mundo, algo parecido com os termómetros comuns.

Apesar destas medições de temperaturas já serem feitas através de outros equipamentos, a promessa da startup londrina é que seja possível ver as medições em resoluções melhores (3-4 milhões) e com uma frequência mais alta várias vezes ao dia.

Além de descrever o perfil de cada edifício, os satélites são capazes de identificar as estruturas que ultrapassam os níveis de temperatura e calor, como por exemplo parques de estacionamento em centros comerciais e ainda perceber qual é a melhor área para plantar árvores de forma a baixar a temperatura do planeta.

A neutralidade de carbono, o chamado "Net Zero", já é pretendido há muito tempo pelo Reino Unido e esta estrutura pode contribuir para que o país consiga esse objetivo. Para além deste contributo, a Satellite Vu, com novos conjuntos de dados térmicos vai disponibilizar informações como, onde a energia está a ser desperdiçada e onde é preciso melhorar os gastos de isolamento da mesma.

No final de 2025, a empresa de Londres espera ter no espaço um conjunto de oito satélites, que através de um sistema de algoritmos é capaz de detetar o solo em raios infravermelhos, luz que vai para além do que a maioria dos satélites de observação da Terra e os olhos dos seres humanos podem distinguir.

De acordo com o cofundador da Satellite Vu, Anthony Baker, em declarações à BBC, enquanto "os outros conjuntos de dados de observação da Terra estão a olhar para o exterior de um edifico", estes satélites obtêm informações "do que está acontecer no interior".

Com um financiamento de quase 25 milhões de euros e uma doação da Agência Espacial do Reino Unido (UKSA) para ajudar no desenvolvimento, a empresa de Londres está a trabalhar em pareceria com universidades do Reino Unido para descobrir formas de explorar as informações fornecidas pela estrutura.

O lançamento do primeiro satélite está programado para o início de 2023.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de