Um engenheiro português na Agência Espacial Europeia

Num dia em que a Agência Espacial Europeia (ESA) dá a conhecer o início do recrutamento de astronautas, a TSF foi procurar um engenheiro que trabalha no polo da Agência na Holanda, a testar materiais que vão ao espaço.

Assim que acabou o curso de engenharia física tecnológica, no Instituto Superior Técnico, Nuno Dias conseguiu um estágio no maior polo da Agência Espacial Europeia, na Holanda. "O polo que tem os laboratórios e em que se fazem os testes de materiais e de outros satélites é o ESTEC, em Noordwijk, uma pequena cidade na Holanda", explica.

Este engenheiro estuda a resistência dos materiais que vão ao espaço. Tenta perceber se resistem ao vácuo, às altas ou baixas temperaturas e a todas as condições adversas. "Depende do satélite de que estamos a falar, se vai mais para o pé do sol ou se para Júpiter ou para outros planetas mais longínquos e aí temos de pensar em temperaturas mais baixas", esclarece o engenheiro. "Temos câmaras de vácuo, grande câmaras metálicas onde podemos simular estes efeitos, como baixa ou alta radiação e o tempo que irá estar no espaço."

Nuno nunca experimentou a resistência da cortiça portuguesa, utilizada nalguns satélites que vão para o espaço, mas há colegas que o fazem. "Na ESA utilizamos basicamente dois foguetes: o Ariane e o Vega, o irmão mais pequeno, e este usa cortiça no seu isolamento."

Há sete anos na Agência Espacial Europeia, Nuno Dias afirma que, por enquanto, não pensa voltar para Portugal. Todos os dias trabalha em algo novo, com os olhos postos no futuro. A missão Solar Orbiter, lançada há um ano para orbitar o sol e captar os ventos solares, o satélite Galileu ou a missão Juice, que vai às luas de Júpiter, são alguns dos projetos em que está envolvido. Satélites que não ajudam apenas a descobrir o espaço mas contribuem também para ajudar a preservar a terra.

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