Vacina contra a Covid-19 desenvolvida na Turquia poderá estar pronta em abril

O anúncio foi feito pelo Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que referiu que a vacina será colocada à disposição da humanidade.

A vacina contra a Covid-19 que uma universidade turca está a desenvolver poderá estar pronta "o mais tardar em abril", anunciou esta quarta-feira o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, referindo que poderá colocá-la à disposição de "toda a humanidade".

"Chegamos a uma fase importante da nossa própria vacina. Planeamos colocá-la para aplicação, o mais tardar, em abril e pensamos disponibilizá-la a toda a humanidade nas condições adequadas", disse o Presidente em discurso perante o grupo parlamentar do seu partido, o AKP.

Erdogan lembrou que no fim de semana, na sua mensagem na cimeira do G20, já havia insistido que os estudos para desenvolver vacinas contra a Covid-19 "não deveriam ocorrer por ambições políticas e comerciais, mas deveriam ser património da humanidade".

Estudos estão a ser realizados em vários laboratórios turcos para desenvolver uma vacina contra a Covid-19, mas somente na Universidade de Erciyes, na cidade de Kayseri, chegou a fase de testes em humanos.

A primeira dose do medicamento Erucov-Vac foi injetada num grupo de 44 voluntários no dia 5 de novembro e esta primeira fase de testes está previsto terminar em janeiro.

Por outro lado, o ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, anunciou na última segunda-feira que a Turquia já assinou a compra de 10 milhões de doses de uma vacina da empresa chinesa Sinovac e garantiu que será usada gratuitamente com grupos de risco em pouco tempo.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.397.322 mortos resultantes de mais de 59,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4056 pessoas dos 268.721 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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