Zoom vai indemnizar utilizadores por quebras de privacidade

A empresa norte-americana Zoom, que se popularizou no início da pandemia devido às videoconferências, chegou a um acordo para o pagamento a alguns dos seus utilizadores.

Desde cedo a Zoom foi sinónimo de problemas de privacidade. Foram essas quebras de segurança que levaram a empresa a aceitar um acordo extrajudicial, mas desengane-se quem pensa que vai ficar rico à custa da plataforma.

Na prática, cada queixoso vai receber entre 15 a 25 euros. Aqueles que tinham aderido a um plano mensal, ou seja, aqueles que pagavam para ter o serviço, vão receber mais do que os que usavam o Zoom gratuitamente.

Quanto aos problemas de privacidade e falhas de segurança, houve de tudo nos primeiros tempos de popularidade da plataforma.

O problema mais evidente deu até origem a um novo verbo nos Estados Unidos: "Zoombombing". Uma palavra que se pode traduzir como "invadir o Zoom". Uma invasão que mais não era do que diversão à custa dos outros.

Um exemplo clássico é o caso de alguém que invadia uma videoconferência na qual não era suposto estar e fazia de tudo para a destabilizar. Em Portugal aconteceu em aulas online, mas o fenómeno chegou a todo o lado, até a simples reuniões familiares. E quanto mais imaginativo fosse o "invasor", melhor se saía. Fosse dizendo palavrões, fosse exibindo partes do corpo que ninguém na conferência estava verdadeiramente interessado em ver.

Mas houve mais problemas com o Zoom. Logo no início, descobriu-se que, ao contrário do que era publicitado, as conversas não eram encriptadas de ponta a ponta. Depois, percebeu-se que, apesar da empresa ser americana, tinha servidores alojados em solo chinês.

Isto sem esquecer que partilhava uma série de informações pessoais com a Google e o Facebook, sendo que nada o justificava a não ser uma enorme vontade de fazer muitos dólares à custa dos seus utilizadores.

A todas estas acusações a empresa dona do Zoom preferiu não responder em tribunal e, por isso, chegou a acordo com os queixosos. As indeminizações ascendem aos 75 milhões de euros.

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