100 portugueses candidatos às autárquicas na Bélgica

Todos estão em posição elegíveis. Mas, como conta o correspondente da TSF em Bruxelas, o baixo recenseamento dos portugueses que moram na Bélgica é o calcanhar de Aquiles para a eleição dos candidatos nacionais.

Cerca de uma centena de portugueses apresentam-se este domingo como candidatos nas eleições comunais na Bélgica.

Todos estão em posição elegíveis, tendo em conta o sistema de voto preferencial, no país. Mas o baixo recenseamento dos portugueses residentes na Bélgica é apontado pelo conselheiro das comunidades portuguesas, como o calcanhar de Aquiles, para a eleição de portugueses.

"Há cerca de 10 por cento da comunidade portuguesa inscrita para votar, o que é pouco quando se compara com outra comunidades estrangeiras. 17 por cento para a comunidade espanhola, 20 por cento para a comunidade francesa, 30 por cento para a comunidade italiana", nota o conselheiro da comunidade portuguesa na Bélgica, Pedro Rupio, concluindo que há "muito atraso", quando "em algumas comunas, poderia ser muito importante [o recenseamento] ", tendo em conta o número de portugueses a residir, nesses bairros, nomeadamente no de Ixelles, Saint-Gilles ou mesmo Anderlecht.

Pedro Rupio admite que na Bélgica possa ocorrer um fenómeno semelhante ao que acontece com as comunidades de portugueses noutros países. Em França, onde o fenómeno foi motivo de estudo concluiu-se que "ser invisível - no sentido de não dar nas vistas, de não ser uma comunidade problemática -, é uma estratégia de integração da comunidade no país". Ou seja, "a não-participação e a não-integração é afinal de contas uma estratégia de integração", aponta.

Candidatos

Do ponto de vista das candidaturas, "constatou-se que há perto de 100 candidatos que vão apresentar em cerca de 60 [a] 70 comunas do país. Há cerca de 30 candidatos em Bruxelas, 30 na Valónia [e] 30 na Flandres", adiantou o conselheiro, considerando "algo de razoável [e] um sinal de que a comunidade está a participar e interessada na vida local Belga".

Um dos fatores que poderia contribuir para a eleição de portugueses é um sistema eleitoral, que cria condições para que "qualquer candidato esteja em posição elegível".

"Na Bélgica temos o sistema de voto preferencial. Mesmo que um candidato esteja na última posição da lista pode ser eleito conselheiro comunal ou vereador", esclareceu Pedro Rupio, em declarações à TSF, em Bruxelas, salientando, porém que a candidatura à liderança da comuna, no cargo de "Burgomestre, enquanto cidadão português, é que não poderá ser, [pois] terá de ter a nacionalidade belga".

Entre os 60 mil candidatos que concorrem nestas eleições locais, na Bélgica, há uma centena de portugueses. O sistema de voto preferencial coloca-os a todos em posição elegível.

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