A pouca comida que há em Moçambique está a motivar lutas. "As pessoas estão desesperadas"

Uma sobrevivente do ciclone Idai conta à TSF que a cidade onde vivia ficou completamente destruída. A fome é o grande problema de quem ficou para trás.

A moçambicana Lúcia Mércia Chande estava na cidade do Dondo, a cerca de 40 quilómetros da Beira, quando o ciclone atingiu a zona.

Em declarações à TSF, conta como conseguiu chegar a Maputo num dos primeiros voos que partiram da Beira, apesar do absoluto caos que reinava no aeroporto. Os bilhetes tiveram de ser comprados com dinheiro vivo.

A cidade do Dondo ficou destruída, assim como a organização não-governamental portuguesa onde Lúcia trabalhava, a Apoiar. "Foi triste deixar pessoas para trás"

Houve quem se refugiasse no mercado para tentar escapar à chuva, mas de pouco valeu. Quatro pessoas morreram na zona.

Lúcia Mércia Change está em segurança em Maputo e já conseguiu entrar em contacto com amigos que ficaram no Dondo e na Beira, que contam que a comida começa a escassear, o que gera conflitos entre os sobreviventes.

A ONG Apoiar está a promover uma campanha de donativos em Maputo para juntar bens de primeira necessidade a enviar para as zonas afetadas.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil "estão em situação de risco", tendo decretado o estado de emergência nacional.

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