CPLP ameaça com «sanções individualizadas» contra golpistas

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ameaçou hoje propor a «aplicação de sanções individualizadas» aos militares envolvidos no golpe militar ocorrido na Guiné-Bissau.

A resolução hoje aprovada em reunião extraordinária, na sede da organização lusófona, em Lisboa, adverte «todos os implicados na alteração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, civis e militares, de que a persistência na ilegalidade conduzirá a que os Estados-membros da CPLP proponham a aplicação de sanções individualizadas por parte das organizações internacionais e regionais pertinentes».

Estas «sanções» poderão incluir a «proibição de viagens, congelamento de ativos e responsabilização criminal».

A CPLP realça ainda que «as únicas autoridades» guineenses por si «reconhecidas» são «as que resultam do exercício do voto popular, da legalidade institucional e dos imperativos da Constituição».

A organização adianta também que repudiará «quaisquer atos de entidades que possam vir a ser anunciadas na sequência do golpe militar».

Instando «todos os implicados a cessarem de imediato os atos violentos e ilegais» e exigindo «a preservação da integridade física de todos os titulares de cargos públicos e demais cidadãos que se encontram sob custódia dos militares sublevados», a CPLP condena «com veemência» o golpe de Estado registado na Guiné-Bissau e apela à «libertação imediata e condicional» dos prisioneiros políticos.

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