Durão apela à libertação imediata de políticos detidos na Guiné-Bissau

O presidente da Comissão Europeia garantiu que Bruxelas «não tolerará golpes contrários à Constituição guineense e ao Estado de Direito».

O presidente da Comissão Europeia apelou à libertação imediata do primeiro-ministro e do Presidente interino detidos pelos militares da Guiné-Bissau responsáveis pelo golpe de Estado na quinta-feira.

Numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da ONU em Bruxelas, Durão Barroso sublinhou que a comunidade internacional vai «exigir responsabilidades se a segurança» destes políticos for colocada em causa.

«A União Europeia apela a todos os envolvidos, em particular, à liderança das Forças Armadas para imediatamente restaurar a ordem constitucional e a lei. Exigimos também a libertação imediata dos líderes políticos guineenses», frisou.

O antigo primeiro-ministro português adiantou ainda que Bruxelas apenas se pode colocar ao lado dos políticos guineenses «democraticamente eleitos e não tolerará golpes contrários à Constituição guineense e ao Estado de Direito».

«O povo guineense já sofreu demasiado e não merece que alguns continuem a comprometer a sua estabilidade, desenvolvimento e consolidação da sua democracia», acrescentou.

Para Durão Barroso, a «estabilidade e a democracia são essenciais para a prosperidade e para o bem-estar do povo da Guiné-Bissau».

Por seu lado, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, garantiu que «vamos trabalhar de perto com a União Europeia e outros parceiros-chave na abordagem de várias questões sobre o combate ao terrorismo e o restauro da ordem constitucional no Mali e na Guiné-Bissau».

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