Estado Maior das Forças Armadas decreta recolher obrigatório

Ao final da noite, o Estado Maior das Forças Armadas emitiu um comunicado em que decreta o recolher obrigatório e anuncia a detenção do chefe das Forças Armadas, António Indjai.

O Presidente interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, cujas detenções já tinham sido anunciadas anteriormente, e o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, estão «são, salvos e seguros nos lugares em que se encontram sob vigilância», diz o último comunicado do Comando Militar.

O comunicado assinado pelo «Estado Maior General das Forças Armadas» acrescenta que foi decretado um recolher obrigatório a partir das 21h30 (22h30 em Portugal).

O documento informa os militares e a população em geral que «repudia o aproveitamento da situação para prática de atos de vandalismo e de pilhagem de bens alheios, assim como qualquer ação que possa pôr em causa a instauração da ordem e tranquilidade que se almeja estabelecer o mais rapidamente possível no país, pelo que se determina a punição severa de quem se envolver no ato em referência».

O Comando Militar «reitera a sua posição em manter encerradas as estações emissoras privadas (rádios e televisões) do país, até ao dia 14 do corrente mês, sendo apenas autorizadas as emissões nas estações públicas».

O Comando informa também «todos os membros do governo que se encontram ainda refugiados em qualquer sítio, no sentido de contactar o Comando Militar», pois este «assumirá a responsabilidade de os manter em segurança, como também de conduzi-los às suas respetivas residências».

Os membros do Governo devem contactar, assinala o comunicado, o major Idrissa Djalo, chefe de Protocolo do Estado Maior General das Forças Armadas.

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