Fecho de fronteiras na Guiné-Bissau pode levar a escassez de alimentos, diz português

O português Constantino Ramos lembra que o encerramento da fronteira com o Senegal poderá levar a que Guiné-Bissau venha a ter «grandes dificuldades».

O português Constantino Ramos, proprietário de um restaurante na Guiné-Bissau, acredita que o fecho das fronteiras do país poderá levar a que haja uma escassez de alimentos.

Em declarações à TSF, este emigrante português que vive há 23 anos na Guiné-Bissau explicou que se a «fronteira do Senegal não abrir é capaz de começar a faltar o comer».

«Aqui no porto não há contentores a descarregar e se o Senegal fechar as fronteiras vamos ter grandes dificuldades», adiantou Constantino Ramos, que deu também conta da crescente falta de gasóleo no país.

À parte disto, este português descreve um ambiente calmo, muito embora note que muitas pessoas estão a ir para o interior do país com receio dos efeitos da vinda da missão portuguesa para a Guiné-Bissau.

«Isto meteu um bocado de medo às pessoas, porque três barcos, um avião e cento não-sei-quanto militares deu um bocado de mal-estar às pessoas. Sabemos que os nossos militares não fazem mal a ninguém, só que esta gente é um bocado complicada», explicou.

Constantino Ramos acrescentou ainda que se continuam a verificar os efeitos do recolher obrigatório no país, uma vez que continua quase tudo fechado e que o que fica aberto tem de encerrar às 21:30.

Este português revelou ainda que só os cidadãos nacionais que estão há menos tempo na Guiné-Bissau é que estão com medo, já que «quase todos os anos há festa».

«Esses novatos que chegaram estão um bocadinho com medo, porque se vieram sem nada de Portugal e chegam aqui para investir alguma coisa do pouco que têm e agora acontece isto ficam um pouco apreensivos», concluiu.

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de