Guiné-Bissau: Militares querem «saída política para a crise» (com vídeo)

Os militares guineenses querem «uma saída política para a crise» para o «poder não cair na rua», garantiu o porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas, Dabana Na Walna.

O responsável falava após uma reunião com partidos políticos guineenses, explicando depois aos jornalistas que o «rosto do levantamento é o Estado Maior» e que o mesmo levantamento foi dirigido por um grupo intitulado de "Comando Militar".

«O Estado Maior General das Forças Armadas entendeu que o poder não pode cair na rua e resolveu ele próprio assumir a busca da solução política para ultrapassar a crise. É nesta qualidade, de porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas, que falo aqui», disse Dabana Na Walna após o encontro com os representantes dos partidos políticos.

O responsável explicou depois que «o que aconteceu ontem [quinta-feira] foi um levantamento militar que depôs o Presidente da República Interino e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior».

«Tudo começou através de um clima de mal-estar que começou desde a chegada dos primeiros armamentos da Missang [força militar angolana] a Bissau, passando por várias etapas até chegar ao momento em que embaixador de Angola teve a veleidade de ir ao Estado Maior General e acusar o Chefe do Estado Maior diretamente de estar a preparar um golpe de Estado», explicou o porta-voz.

Acrescentando que «o clima de mal-estar se arrastou», envolvendo o governo e as Forças Armadas, o tenente-coronel Na Walna adiantou: «Depois recebemos notícias de que há, e temos informações fidedignas, um plano secreto escrito em que o governo da Guiné solicita, através de Angola, a intervenção das forças estrangeiras aqui».

«Tudo isso acabou por precipitar os acontecimentos que se deram ontem [quinta-feira]. E agora estamos à procura de uma saída política para esta crise», disse, acrescentando que ainda não há propostas concretas.

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