Guine-Bissau: PAIGC diz que o primeiro ministro está em local seguro

O primeiro-ministro guineense e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, estará em local seguro. A informação foi adiantada à TSF por uma fonte da direção do PAIGC, o partido no poder.

A capital da Guiné-Bissau foi esta noite abalada por uma intervenção militar de contornos indefinidos, na véspera do início da campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais, boicotada pelo segundo candidato mais votado, Kumba Ialá.

Militares interromperam as emissões de rádio e televisão e deslocaram-se para algumas das principais ruas da capital, nomeadamente as onde se situa a Presidência da República e a casa do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, cujo paradeiro se desconhece mas que, segundo adiantou à TSF uma fonte da direção do PAIGC, «está em local seguro».

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já condenou entretanto «formal e rigorosamente» a desestabilização do país, com o ministro dos Negócios Estrangeiros costa-marfinense, Daniel Kablan Duncan, a aludir a um «golpe de Estado».

Durante a noite foram ouvidos vários disparos, inclusive de armas pesadas, mas desde cerca das 21h00 (22h00 em Lisboa) que pararam, embora algumas ruas continuem encerradas.

Várias embaixadas, incluindo a portuguesa, que já pediu a todos os cidadãos portugueses para que permaneçam em casa, foram cercadas por militares

No entanto, uma fonte do único hospital em Bissau revelou à agência Lusa que na unidade de saúde não deu entrada nenhum ferido e também não há registo de mortos.

São candidatos Carlos Gomes Júnior e Kumba Iala, que esta quinta-feira apelou ao boicote das eleições, alegando que a primeira volta foi fraudulenta.

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