Guiné-Bissau: Ruas continuam bloqueadas mas tiroteio acalma

A capital guineense continua com ruas bloqueadas pelos militares, mas regista-se uma acalmia em termos de tiroteio, constatou a agência Lusa em Bissau.

A rua Combatentes da Liberdade da Pátria, onde fica a casa de Carlos Gomes Júnior, está bloqueada pelos militares e também a rua da Segunda Esquadra tem barreiras militares, mas a principal praça da cidade, onde se situa a sede do PAIGC, o maior partido, está normal.

Na Presidência da República os militares não deixam passar veículos mas as pessoas estão a circular.

A rua Vitorino Costa, que dá acesso ao quartel da Marinha e onde fica a Rádio Nacional, também está bloqueada.

Nas ruas da capital guineense, habitualmente com pouca luz, há pessoas a circular mas em pouca quantidade.

Há largos minutos que não se escutam tiros na cidade, depois do tiroteio intenso registado cerca das 20h00 (21h00 em Lisboa).

As principais rádios da Guiné-Bissau estão sem emissão e na capital.

Ao início da noite militares dirigiram-se à Rádio Nacional e mandaram parar a emissão. Outras duas rádios também estão sem emitir.

Há militares nas principais ruas da capital, nomeadamente na rua onde mora Carlos Gomes Júnior, até agora primeiro-ministro e candidato a Presidente.

A TGB, Televisão da Guiné-Bissau, também está sem emissão.

Várias embaixadas, incluindo a portuguesa, que já pediu a todos os cidadãos portugueses para que permaneçam em casa, estão cercadas por militares.

Estes incidentes registam-se na véspera do início da campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais no país e pouco depois de Kumba Ialá anunciar que se retirava da corrida, afirmando que a primeira volta foi fraudulenta.

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