UM propõe eleições presidenciais e legislativas em novembro

A União para a Mudança (UM), um pequeno partido da Guiné-Bissau, propõe a realização de eleições presidenciais e legislativas simultâneas em novembro, precedidas de um recenseamento eleitoral, mas exclui-se de qualquer órgão de transição.

Em comunicado divulgado este domingo, a UM pede também à comunidade internacional para que mantenha o diálogo com as Forças Armadas guineenses, para a continuação do processo de reforma, e avisa que sanções internacionais irão afetar essencialmente a população guineense.

A UM participou no início, mas saiu depois, da reunião que desde a manhã de hoje está a juntar partidos da oposição da Guiné-Bissau, na busca de uma solução para a crise, na sequência do golpe de Estado perpetrado pelos militares na passada quinta-feira.

Num comunicado divulgado esta tarde, a UM salienta que é contra golpes de Estado mas diz que «os recentes acontecimentos ocorridos no país» se devem «em grande medida à arrogância, à prepotência, à teimosia e ao deficit de diálogo, aliado à tendência para a confrontação e ausência de contenção verbal no exercício do poder do Estado por alguns dos seus mais altos representantes».

A UM «reconhece a necessidade de evitar a diabolização da instituição castrense», reafirma que «condena e não pactua com qualquer ação inconstitucional», «constata com alívio» que até agora não se registaram «perdas de vidas humanas», e pede ao Comando Militar para que garanta a integridade física de todo os detidos.

Os militares detiveram na noite de quinta-feira o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro eleito, Carlos Gomes Júnior, não divulgando o paradeiro dos mesmos mas dizendo que estão «em local seguro».

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