Partidos guineenses admitem que solução encontrada «não é constitucional»

O porta-voz dos partidos da oposição da Guiné-Bissau reconheceu que houve 16 votos a favor de uma proposta que «não passa pela via constitucional».

O porta-voz dos partidos da oposição na Guiné-Bissau admitiu, após uma reunião realizada no domingo, que a solução que prevê a demissão do presidente interino do país, do governo e a dissolução do parlamento «não é constitucional».

«A solução que saiu daqui, como deve imaginar, não é constitucional. Houve duas propostas que foram colocadas aqui em jogo e ganhou aquela que não passava pela via constitucional com 16 votos contra sete da proposta constitucional e uma abstenção», explicou Fernando Vaz.

No seguimento do golpe militar de quinta-feira, representantes dos partidos políticos da oposição decidiram entregar o poder ao Conselho Nacional de Transição, a quem compete a escolha de um presidente e de um primeiro-ministro de transição até à realização de novas eleições.

Desta reunião, saiu ainda a criação de duas comissões, uma Comissão de Gestão de Situações de Emergência e uma Comissão para a Diplomacia, não tendo sido por enquanto anunciado quem fará parte destas comissões.

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