Amnistia denuncia "falha catastrófica mundial" no combate a crimes em massa

No relatório anual da Amnistia Internacional a organização denuncia crimes de guerra sem castigo. A guerra na Síria continua a ser um dos pontos negros do mapa-mundo.

Ataques contra civis, cercos em zonas residenciais e homicídios de cidadãos. São crimes de guerra e violações graves levados a cabo pelo governo sírio, mas também por fações armadas como o Daesh.

O relatório anual da Amnistia Internacional fala do deslocamento forçado de milhares de civis e da detenção de milhares de pessoas, incluindo ativistas, trabalhadores humanitários e jornalistas. O documento faz um retrato sombrio dos direitos humanos no mundo.

Há também destaque para os ataques à minoria Rohingya no Myanmar. O documento fala de uma horrível campanha militar de limpeza étnica e responsabiliza líderes de todo o mundo.

A Amnistia refere que os sinais de aviso estavam lá: discriminação massiva, incentivo à segregação por parte do governo e demonização do povo Rohingya.

A organização denuncia também crimes também no Iraque e violações do direito humanitário. Acusa a coligação liderada pelos Estados Unidos de fazer bombardeamentos indiscriminados em Mossul.

Na Venezuela, há também registo de torturas e detenções arbitrárias. A Amnistia acusa as forças de segurança de usarem violência excessiva para dispersar protestos, o que resultou na morte de vários manifestantes. Neste cenário houve ainda intimidação a residentes por grupos armados e muitos venezuelanos fizeram pedidos de asilos noutros países.

O relatório anual da Amnistia fala também de Angola. O ambiente social e político fica marcado pela repressão de opositores ao governo e jornalistas e punições violentas de manifestações pacíficas.

A crise económica levou o governo angolano a adotar um modelo de aquisição de terras em grande escala através da expulsão de famílias em comunidades rurais, pondo em causa a subsistência de comunidades dependentes da agricultura e da pecuária.

Em Moçambique, a Amnistia dá destaque aos ataques a albinos. Cerca de 30 mil albinos foram vítimas de discriminação. O relatório refere mesmo que correm risco de vida.

No ano passado, houve um aumento da perseguição de albinos e pelo menos 13 pessoas morreram vítimas de ataques, incluindo crianças com idades entre os 3 e os 7 anos.

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