"As imagens de Ardern na ONU com a sua bebé são uma verdadeira inspiração"

Qual a figura e o acontecimento do ano 2018? A opinião de Eunice Goes, da Universidade de Richmond, Reino Unido.

As minhas escolhas são escolhas positivas e que mostram que há alternativas ao populismo, ao obscurantismo religioso e conservador e ao espírito mesquinho e pouco generoso de 2018.

Por essas razões a minha escolha para personalidade do ano é a Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Jacinta Ardern, que mostrou que há uma outra maneira de fazer política (mais humana, generosa, positiva) e que a maternidade não é obstáculo a exercer um cargo importante. As imagens de Ardern nas Nações Unidas com a sua bebé de meses são uma verdadeira inspiração.

O acontecimento do ano é o resultado do referendo sobre a legalização do aborto na República da Irlanda. O resultado do referendo revelou uma sociedade irlandesa que finalmente abraçou os valores seculares, feministas e liberais. De louvar também foi todo o processo deliberativo da Assembleia de Cidadãos que culminou com o referendo de junho. Esta forma de decisão de medidas públicas e constitucionais tem que ser normalizada em toda a Europa. A adoção de Assembleias de Cidadãos, onde há deliberação (e não gritaria) será o maior antídoto contra o populismo e as "fake news" que o facilitam.

Académicos da área das relações internacionais, eurodeputados, jornalistas experientes em matéria de política internacional, correspondentes no estrangeiro e diretores de órgãos de comunicação social votaram na figura e acontecimento do ano.

Leia ainda as escolhas e opiniões dos membros do Painel TSF .

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