Eleições presidenciais na Áustria vão ser repetidas

O Tribunal Constitucional austríaco considerou inválidas as eleições de 22 de maio devido a irregularidades na contagem dos votos.

O candidato ecologista Alexander Van der Bellen tinha vencido a segunda volta das eleições presidenciais na Áustria, com 50,3% dos votos, derrotando Norbert Hofer, da extrema-direita. A diferença foi de apenas 31 mil votos e a eleição foi decidida com votos de eleitores no estrangeiro.

No início do mês, Hofer entregou uma queixa por alegadas irregularidades na contagem dos votos.

Agora o Tribunal Constitucional deu razão ao candidato e decidiu a repetição das eleições. Esta decisão sem precedentes abre caminho à realização de novas eleições no outono.

"Esta decisão destina-se a reforçar a confiança no nosso Estado de direito e na democracia", disse o juiz, explicando que esta anulação não fazia "nem vencedor, nem vencido".

Os juízes do Tribunal Constitucional não encontraram fraudes ou manipulações no escrutínio de 22 de maio, mas várias negligências na contagem dos votos nas urnas e por correspondência que mancham a validade do resultado.

O inquérito e as audições do tribunal permitiram confirmar que várias dezenas de milhares de boletins da votação por correspondência foram contados de forma irregular, quer tenha sido fora das horas legais, ou por pessoas não autorizadas, numa prática até aqui tolerada.

Van der Bellen devia assumir as funções presidenciais a 8 de julho, que vão ser asseguradas interinamente pela presidência da câmara baixa do parlamento austríaco.

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