Bannon vai depor perante procurador sobre interferência russa nas presidenciais

A informação foi conhecida no dia em que o ex-estratega de Trump testemunhou perante a comissão de Informações da Câmara dos Representantes precisamente sobre este assunto.

O antigo conselheiro ultraconservador de Donald Trump, Steve Bannon, foi intimado a comparecer para depor perante o procurador especial que dirige o inquérito à alegada interferência russas nas eleições presidenciais nos EUA.

A informação foi conhecida no dia em que este ex-estratega de Trump testemunhou perante a comissão de Informações da Câmara dos Representantes precisamente sobre este assunto.

A intimação foi enviada pelo procurador especial Robert Mueller, que dirige desde há vários meses a investigação a um eventual conluio entre a equipa de campanha de Trump nas eleições de 2016 e dirigentes russos, revelou o New York Times.

Com esta iniciativa, os investigadores aproximam-se um pouco mais do próprio Trump, depois de já feito algumas acusações, designadamente a do seu antigo diretor de campanha, Paul Manafort.

Steve Bannon, que durante muito tempo foi descrito como a 'eminência parda' da campanha e depois da Casa Branca, no início da presidência de Trump, testemunhou hoje pela primeira vez, à porta fechada, perante esta comissão da Câmara dos Representantes, sobre as suspeitas de articulação entre a equipa de Trump e o Kremlin.

Este pode ser um testemunho potencialmente explosivo, desde logo porque as relações entre Bannon e Trump são muito recentes, mas também porque o ex-estratega conheceu, de muito perto, a ascensão do bilionário nova-iorquino, por ter dirigido a sua campanha eleitoral e, depois, por ter sido o seu conselheiro mais próximo nos sete primeiros meses da presidência.

No livro recentemente publicado de Michael Wolff "O Fogo e a Fúria", que abalou a Casa Branca, Steve Bannon afirma nomeadamente que Donald Trump Jr. cometeu uma "traição" por se ter reunido com uma advogada russa que afirmava possuir informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, antes das eleições.

Nacionalista que convive com a extrema-direita norte-americana, o sulfuroso Steve Bannon, de 64 anos, foi forçado a sair da Casa Branca, em agosto de 2017, por Donald Trump, que considera desde então que este "perdeu o juízo".

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