Escutas aumentam contestação a Dilma

Foi uma noite escaldante no Brasil. O povo voltou a sair à rua depois de Dilma Rousseff ter nomeado o ex-presidente Lula da Silva para o Governo. A divulgação de escutas entre os dois foi o rastilho.

Um ato que não vai ficar impune. A Presidência da República do Brasil considera uma afronta aos direitos e garantias de Dilma Rousseff, a decisão do juiz Sérgio Moro, que autorizou a divulgação de escutas telefónicas comprometedoras com Lula da Silva.

Nas gravações, Dilma diz a Lula que mandou alguém entregar o termo de posse do ex-Presidente como ministro, para o caso de ser necessário. As declarações da Presidente brasileira foram interpretadas pela opinião pública como uma possível "combinação" para garantir a "imunidade" de Lula, que está a ser investigado pelos procuradores que conduzem a operação Lava Jato.

Na reação à divulgação destas escutas, em comunicado, a chefe de Estado promete adotar todas as medidas judiciais e administrativas para contestar aquilo que considera uma violação da lei e da Constituição.

Uma garantia que não serenou os ânimos. Na Câmara de Deputados, a sessão acabou de forma prematura, em tom de protesto, onde se ouviram muitas vezes gritar "Renúncia! Renúncia! Renúncia!".

Ao mesmo tempo, em São Paulo, Cristiano Martins, advogado de Lula da Silva escutado pela TV Globo, apontava o dedo diretamente à justiça. "O que ocorreu foi uma arbitrariedade muito grane O grampo envolvendo a Presidente da República é um facto muito grave. Esse ato está a estimular uma convulsão social e isso não é papel do poder judicial".

Nas ruas o povo respondeu com tachos, panelas, buzinas, bandeiras do Brasil na mão. A imprensa brasileira fala em manifestações em, pelo menos, seis cidades e bater de panelas em 11 Estados. No Palácio do Planalto, a sede do Governo, em Brasília, a Polícia Militar foi obrigada a usar gás pimenta e separar grupos contra e a favor do Governo.

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