Bruxelas exige a Portugal "medidas adicionais"

Bruxelas diz que são necessárias medidas adicionais ao esboço do Orçamento do Estado para que Portugal corrija "inconformidades graves" com as regras europeias. Comissão garante "imparcialidade" na negociação com um executivo de esquerda.

Bruxelas reconhece algum progresso nas negociações com o governo de António Costa, mas não o suficiente para se chegar a acordo sobre as medidas do esboço do Orçamento do Estado para este ano.

Depois da reunião do colégio de comissários em Estrasburgo, que tinha na agenda a avaliação do esboço orçamental apresentado por Lisboa, o comissário para o euro, Valdis Dombrovskis, revelou que existiu uma "intensa troca de impressões com as autoridades portuguesas, mas não houve progresso suficiente para cumprir os requisitos do pacto de estabilidade e crescimento". Por isso, acrescentou, "o trabalho vai continuar nos próximos dias".

Dombrovskis revelou que "as autoridades portuguesas já fizeram algumas propostas para aproximar Portugal do pacto de estabilidade e crescimento, e para resolver algumas inconformidades graves" mas realçou que "é necessário um esforço adicional".

Sem entrar em detalhes - porque as negociações ainda decorrem - o também vice-presidente da Comissão Europeia sublinhou, por mais do que uma vez, que "são necessárias medidas adicionais para garantir que Portugal não está em violação grave das regras"

Problema político? Comissão é "imparcial"

Questionado sobre uma eventual dificuldade política na negociação com um governo de esquerda, o comissário do euro garantiu, de forma lacónica, que "a Comissão está a atuar de forma objetiva e imparcial e aplicando as regras do pacto de estabilidade e crescimento".

A Comissão Europeia tem até à próxima sexta-feira para decidir se existe uma violação grave do pacto de estabilidade de crescimento. Se concluir que não existe, haverá mais duas semanas para formular opinião sobre o esboço orçamental.

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