Cheias no Rio de Janeiro já fizeram oito mortos. Há mais de mil desalojados

Prefeito da cidade já admitiu que não houve prevenção suficiente e que existiram falhas na resposta das equipas municipais.

O número de vítimas mortais das cheias causadas por uma tempestade que, na noite desta segunda-feira, se abateu sobre o Rio de Janeiro subiu para oito.

A Folha de São Paulo avança que, nas últimas horas, os bombeiros encontraram três corpos no interior de um táxi próximo da Ladeira do Leme, na zona sul da cidade. Segundo a inspetora Valéria Aragão, da 12ª DP, são os corpos de uma idosa, uma criança e um homem cujas identidades não foram reveladas. Nas últimas horas foi também encontrado um homem que morreu eletrocutado na zona oeste da cidade, em Santa Cruz.

Estas vítima juntam-se às duas irmãs, vítimas de um desabamento numa região conhecida como Morro da Babilônia, no bairro do Leme, e a um homem que, depois de se despistar de moto por causa da água, acabou por morrer afogado na região da Gávea.

As cheias deixaram também, até agora, pelo menos 1.424 pessoas desalojadas e fizeram seis feridos, segundo um balanço ​do governo do Rio de Janeiro. A prefeitura da cidade indica que, em alguns locais, choveu por mais de quatro horas.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, já admitiu que a sua gestão falhou na prevenção ao não se antecipar às cheias. O prefeito confirmou que as equipas da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) só sáiram para as ruas a meio da tarde, isto porque ficaram presos no trânsito e não conseguiram chegar atempadamente às áreas mais críticas.

Só ao longo da madrugada desta terça-feira, no Rio, onde são menos quatro horas do que em Lisboa, choveu mais em alguns bairros da zona sul, incluindo a maior favela da cidade, a Rocinha, e alguns dos pontos mais turísticos, como Copacabana ou Barra da Tijuca, do que a média do mês de abril inteiro.

Durante uma conferência de imprensa em que fez um balanço da situação, Crivella disse que não tem orçamento para lidar com prevenção de emergências como as chuvas que se precipitaram no Rio de Janeiro.

"Temos milhares de famílias que vivem em áreas de risco, temos 750 mil buracos de esgoto que precisam de ser limpos constantemente, agora os recursos para isso são pequenos, dependemos de parcerias com o Governo federal", disse o Crivella.

A zona sul, onde estão localizados os distritos turísticos de Ipanema e Copacabana, foi uma das mais afetadas, bem como a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e outros bairros localizados a oeste da cidade.

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