Crise em Moçambique. Viver em Maputo e fazer compras na Suazilândia

Marcelo Rebelo de Sousa chega esta terça-feira a Moçambique, numa altura em que há cada vez mais portugueses a abandonarem o país.

Paulo Franco emigrou para Moçambique há três anos. À TSF conta que neste tempo o metical, a moeda moçambicana, perdeu quase metade do valor e tudo está mais caro, incluindo a comida e outros bens básicos do dia-a-dia.

O grupo a que pertence passou atravessar a fronteira e a ir à Suazilândia, a duas horas de distância, fazer as compras pois, segundo explica, é impossível comprar aqui em Moçambique: "Do outro lado da fronteira trago um carrinho cheio com 3.000 meticais [perto de 50 euros] e aqui não dá para colocar quase nada no carro".

Um português que faz contas aos custos, exorbitantes, da vida em Moçambique.

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Paulo Franco conta que o 'ambiente' que vai receber o Presidente português não é bom, mas não há certezas do que pode acontecer.

Na segunda-feira foi feriado em Maputo e a semana começa com alguma apreensão porque foi anunciada uma greve através das redes sociais que é possível que não aconteça. A ideia seria aproveitar a 'publicidade' da visita de Marcelo Rebelo de Sousa.

Paulo Franco conta as incertezas sobre o que se vai passar em Moçambique durante a visita de Marcelo.

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As vendas de empresas portuguesas para Moçambique caíram 35% nos primeiros dois meses do ano, comparando com o mesmo período de 2015. São números da AICEP, a agência que promove as exportações e o investimento do país. Os dados das exportações do início do ano revelam que as relações comerciais entre Portugal e Moçambique estão a enfraquecer.

O jornalista Vítor Rodrigues Oliveira analisou os dados da AICEP.

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