Dezenas de feridos nos confrontos em Hamburgo

Confrontos antecedem o início da cimeira do G20, que começa esta sexta-feira na Alemanha e vai por frente a frente, pela primeira vez, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.

A cimeira dos 20 países mais industrializados do mundo começa esta sexta-feira em Hamburgo mas os manifestantes não arredam pé do centro da cidade deste quinta-feira.

Bem vindos ao inferno! É assim que os manifestantes de grupos anticapitalistas recebem os líderes que chegam para a cimeira do G20.

De acordo com a agência Reuters os protestos que ocorreram durante a noite fizeram mais de 70 feridos, a maioria polícias. Há também referência a feridos entre os manifestantes mas não há números oficiais.

A polícia de Hamburgo fala de 12 mil manifestantes no protesto desta noite mas a cidade espera cerca de 100 mil durante os dias da cimeira.

Mais de 19 mil polícias foram destacados para garantir a segurança das 36 delegações internacionais que participam na Cimeira, juntamente com uma dezena de helicópteros, navios e mergulhadores.

Esta noite os confrontos com a polícia decorreram em frente ao antigo teatro Rote Flora, um edifício ocupado há vários anos por movimentos de esquerda. É também um centro alternativo para exposições e atividades políticas.

Os confrontos acontecem horas antes do início da cimeira do G20 que vai pôr frente a frente líderes dos 20 países mais ricos do mundo.

Além dos temas tradicionais das cimeiras do G20, como a regulamentação dos mercados financeiros e o crescimento económico, a Alemanha, anfitriã do encontro, incluiu na agenda temas como as migrações, as regras do comércio global e a luta contra as alterações climáticas.

A cimeira fica também marcada pelo primeiro encontro entre o presidente russo Vladimir Putin com o líder norte-americano, Donald Trump.

A chanceler alemã Angela Merkel tem um papel importante na cimeira. Enquanto anfitriã do evento tem de gerir a diplomacia entre os países participantes e os protestos violentos que decorrem por toda a cidade.

Merkel procura também um consenso em relação a um acordo comercial internacional livre. Pela frente tem o sistema protecionista do Estados Unidos, acentuado pela administração Trump.

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