Documentos do Panamá já podem ser consultados online

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publicou uma base de dados com informação sobre 214 mil empresas, mas a organização sublinha que se trata de uma "fração" dos documentos.

Na semana passada a empresa panamiana do centro do escândalo lançou uma providência cautelar que tentava impedir a publicação online da base de dados, mas o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) avançou com a publicação.

Num texto publicado no site da organização, o ICIJ afirma que na base de dados navegável e agora acessível ao público é possível consultar informação sobre mais de 214 mil empresas offshore sediadas em 21 paraísos fiscais, de Nevada a Hong Kong passando pelas Ilhas Virgens Britânicas. Informação mantida até agora sob o mais restrito sigilo, diz a organização de jornalistas.

A base de dados também revela informação sobre mais de 100.000 outras entidades offshore que o ICIJ já tinha publicado em 2013, no âmbito na investigação Offshore Leaks.

"Estamos a abrir estes arquivos em nome do interesse público". A frase é de Marina Walker Guevara, diretora adjunta do ICIJ, que explica porque é que a organização decidiu avançar com a publicação online dos documentos.

Marina Walker Guevara sublinha que "a informação que tornamos pública é apenas uma fração dos Documentos do Panamá, uma avalanche de mais de 11,5 milhões de documentos internos da Mossack Fonseca. [...] O ICIJ não vai publicar a totalidade da informação, nem informação em bruto como fac-símiles ou dados pessoais dos envolvidos. A base de dados contém uma grande quantidade de informação acerca dos beneficiários e intermediários destas companhias mas não revela nem números de contas bancárias, registos de correspondência eletrónica ou transações financeiras contidos nos documentos originais".

A base de dados agora publicada pode ser pesquisada por qualquer pessoa e está disponível desde as 19:00 desta segunda-feira em offshoreleaks.icij.org.

Os papéis pertenciam à empresa panamiana Mossack Fonseca e foram fornecidos a um jornal alemão por uma fonte que é apenas conhecido pela designação "John Doe". A empresa nega ter cometido qualquer tipo de crime.

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