Erdogan faz contas aos detidos: 10.937

O presidente turco, Recep Tayvip Erdogan, afirmou hoje que 10.937 pessoas foram presas na Turquia devido a ligações com o golpe de Estado da passada sexta-feira.

Erdogan confirmou estas detenções numa entrevista à televisão árabe Al-Jazeera, em que analisou o golpe de Estado falhado, depois do qual foram detidos mais de 6.000 militares e uma centena de polícias.

O mandatário assegurou também que os pilotos que derrubaram o avião russo na fronteira turco-síria, há sete meses, estão detidos e estão a ser investigados por pertencerem à "organização terrorista" de Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos.

Gulen foi acusado pelo Governo turco de estar por detrás da tentativa de golpe de Estado, apoiado pelos seus seguidores, infiltrados na administração pública, na polícia, na justiça e no exército.

Quando questionado sobre a possibilidade de reintroduzir a pena de morte na Turquia, abolida desde 2004, Erdogan assegurou que se o parlamento turco apoiar essa decisão, não hesitará em reestabelecê-la "de forma imediata".

"Esta decisão não está nas minhas mãos, sendo que tem de ser tomada pelo parlamento, depois de ser pedida pelo povo, se este desejar que exista pena de morte", para os golpistas, acrescentou.

As medidas adotadas por Erdogan e a possibilidade de restaurar a pena de morte alarmaram a comunidade internacional e vários governos e instituições pediram à Turquia para manter o respeito da legalidade e da defesa dos direitos humanos.

"Todas as medidas que estamos a tomar são legais e não estamos a violar nunca o estado de direito, mas ao mesmo tempo não vamos deixar de cumprir o dever que temos para com o país", declarou Erdogan.

Ainda assim, assegurou que a NATO expressou o seu apoio e confirmou que a Turquia pediu a extradição de Gullen.

Até ao momento, Ancara suspendeu o emprego a 55.000 pessoas, acusados de serem seguidoras de Gullen, que negou qualquer implicação na tentativa de golpe.

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