Berlusconi promete afastar imigrantes de Lampedusa nos próximos dias

O primeiro-ministro italiano assegurou em Lampedusa que, no espaço de três dias, o seu executivo vai transferir para outras regiões de Itália os cerca de 6.200 imigrantes que ainda se encontram na ilha.

Naquela que foi a sua primeira deslocação à pequena ilha italiana desde que começou a crise migratória em Janeiro, Berlusconi prometeu aos habitantes locais que nas próximas 48 a 60 horas «haverá apenas lampedusanos» em Lampedusa.

A visita, vista como uma 'operação de charme' para com a população local - cada vez mais crítica e tensa em relação a presença do grande número de imigrantes - aconteceu no mesmo dia em que são esperados em Lampedusa cinco navios com capacidade para transferir milhares de migrantes.

Lampedusa, situada a apenas 14 quilómetros da costa tunisina, tem assistido a um fluxo incessante de imigrantes oriundos do Norte de África, sobretudo da Tunísia. Desde meados de Janeiro, terão chegado à ilha de apenas 20 quilómetros quadrados cerca de 18 mil imigrantes.

Em Lampedusa, Berlusconi adiantou que os cerca de 6.200 migrantes serão transferidos para outros centros de acolhimento na Itália. A ideia do executivo é levar a cabo essa distribuição segundo um critério proporcional que terá em conta o número de habitantes em cada região italiana.

O primeiro-ministro italiano não excluiu, porém, que alguns sejam repatriados para os seus países de origem, nomeadamente para a Tunísia. O governo encontra-se a negociar essa possibilidade com Tunes, que entretanto «já conseguiu controlar os portos e as suas costas para evitar novas saídas», frisou Berlusconi.

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