Itália

Roma pede inquérito à NATO sobre socorro a emigrantes

Itália pede um inquérito formal à NATO para esclarecer se foi ou não prestado socorro à embarcação de emigrantes que chegou a Lampedusa com pessoas que morreram pelo caminho à fome e à sede.

Apenas 27 milhas separavam a embarcação da NATO da embarcação que transportava os cerca de 300 emigrantes provenientes da Líbia com destino a Lampedusa e, apesar do sinal de alarme dado por um rebocador cipriota, a resposta da Aliança Atlântica foi não.

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É esta a razão do pedido de uma «investigação formal» por parte do governo italiano depois da morte de dezenas de imigrantes a bordo, que, de acordo com os sobreviventes, resultaram de fome e sede durante os sete dias de viagem.

A falha no resgate levou a que o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, tenha pedido à Aliança Atlântica para que reúna de modo a obter explicações sobre a falha neste resgate em particular.

Frattini pede também um eventual ajustamento do mandato da missão de protecção das populações civis na Líbia.

Quanto ao ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, já pediu aos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa para que exerçam as medidas necessárias nos fóruns internacionais para que sejam totalmente explicadas as histórias dos náufragos.

A Aliança Atlântica até agora não tomou qualquer posição. De acordo com dados do governo italiano, pelo menos 1500 emigrantes desapareceram na travessia do Mediterrâneo desde o início dos combates na Líbia, em meados de Março.