França está a investigar alegado desaparecimento do presidente chinês da Interpol

Hongwei Meng, que está no cargo desde 2016, foi vice-ministro chinês da segurança interna. Quando foi escolhido para o cargo várias organizações de direitos humanos expressaram a preocupação de que Pequim o pudesse usar para perseguir dissidentes chineses no estrangeiro.

A França tem em curso uma investigação sobre o alegado desaparecimento do presidente chinês da Interpol, Hongwei Meng.

Segundo fonte próxima do processo, citada pela agência Framnce Presse, o inquérito foi aberto depois de a mulher de Hongwei Meng ter avisado as autoridades francesas que deixou de ter qualquer notícia do marido desde finais de setembro, quando este partiu para a China.

A circunstância de ser a policia francesa a levar por diante a investigação decorre do facto de a Interpol ter sede na cidade de Lyon.

De acordo com a rádio "Europe 1", a mulher de Hongwei Meng, que ainda se encontra a residir em Lyon, com os filhos, avisou as autoridades que o marido, de 64 anos, não dava notícias desde 29 de setembro.

O diretor da agência internacional de cooperação policial, que está no cargo desde 2016, foi vice-ministro chinês da segurança interna. Na altura em que foi escolhido para dirigir a Interpol várias organizações de direitos humanos expressaram a preocupação de que Pequim o pudesse usar para perseguir dissidentes chineses no estrangeiro.

Contactada pela agência Reuters, uma fonte da interpol diz que a agência está a par do alegado desaparecimento, acrescentando que esse é um assunto para ser resolvido pelas autoridades francesas e chinesas.

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