Gisele Bündchen é "má brasileira", diz ministra de Bolsonaro. Ainda assim, fez-lhe um convite

Modelo tem historial de ativismo ambiental que não agrada à nova ministra da Agricultura.

A nova ministra brasileira da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, criticou esta segunda-feira a top model Gisele Bündchen pelas críticas que fez às políticas de conservação da Natureza do Governo brasileiro. A recém-empossada ministra defendeu, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a modelo deveria ser uma "embaixadora" do país no mundo - o que incluiria mostrar como o Brasil conserva o seu património natural -, ao invés de criticar, "sem conhecimento de causa".

"Desculpe, Gisele Bündchen, você deveria ser nossa embaixadora e dizer que o seu país preserva, que está na vanguarda do mundo na preservação, e não meter o pau no (falar mal do) Brasil sem conhecimento de causa", criticou a ministra. "É um absurdo o que fazem com a imagem do Brasil. Infelizmente são maus brasileiros. Por alguma razão levam lá para fora uma imagem do Brasil e das suas indústrias que não é verdadeira", lamentou Tereza Cristina.

Um historial de ativismo

Bündchen confrontou, em 2017, o ex-presidente brasileiro Michel Temer devido a políticas que tinham como objetivo reduzir ou eliminar áreas protegidas na Amazónia, uma delas com a intenção de disponibilizar 600 mil hectares de floresta para exploração comercial.

Mais recentemente, a modelo brasileira criticou a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente proposta por Jair Bolsonaro - e que acabou por não se efetivar -, defendendo que esse poderia ser um cenário "desastroso e um caminho sem volta." Apesar das críticas, a ministra não quis deixar apenas críticas no ar e anunciou no Twitter que "em breve" vai endereçar um convite a Gisele Bündchen para que esta se torne "embaixadora do Brasil" de forma a mostrar que o país produz "alimentos para o mundo preservando a natureza".

Outras das iniciativas de Bündchen incluem uma campanha contra a aprovação do código florestal durante o primeiro governo de Dilma Rousseff. Para já, nem a modelo nem nenhum dos seus representantes respondeu a este convite, mas os meios de comunicação brasileiros dão uma hipotética resposta positiva como muito pouco provável.

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