Governo de Timor pede desculpa por folhetos com erros de português e inglês

Milhares de folhetos que promoviam produtos tiveram de ser produzidos de novo. Já tinham sido enviados para várias embaixadas e hotéis.

O Ministério do Comércio, Industria e Ambiente (MCIA) de Timor-Leste pediu hoje desculpa pela divulgação de um folheto de promoção comercial com graves erros ortográficos nos textos, afirmando que a empresa responsável pela produção vai assumir todos os custos.

"O ministério lamenta e reconhece que foram cometidos erros na elaboração dos referidos folhetos. Informamos que todos os exemplares que haviam sido distribuídos, já foram recolhidos", refere um comunicado do MCIA enviado à Lusa.

A nota refere que o MCIA tomou "as medidas e procedimentos adequados" para que o folheto seja reimpresso "com o máximo rigor" sendo que "o custo para a impressão dos novos catálogos vai ser integralmente assumido pela empresa que produziu" os folhetos.

Muitos erros terão tido origem na utilização de tradutores automáticos, por exemplo, no textos referentes à teca. A versão em inglês explica que a madeira resiste a um inseto perfurador ("boring molusc") conhecido como 'shipworm'. Na versão em português "boring" foi traduzido à letra como "chato" (aborrecido) e não como "perfurador" que era o sentido que deveria ter no texto. Daí que a 'shipworm' seja, na versão portuguesa, um "chato molusco"

Nos folhetos, há também frases sem sentido: "o método foi bem sucedido que plantou figos Figueira quase em todos os distritos que foi muito apreciado e mútua cooperou com os jovens timorenses".

A ideia do folheto a cores, de 26 páginas, era dar a conhecer o potencial de vários produtos timorenses, do sal marinho à madeira de teca, do bambu ao café e ao óleo de coco, dos panos tradicionais (tais) ao arroz vermelho e negro.

Os folhetos do Ministério do Comércio, Industria e Ambiente (MCIA) de Timor-Leste já tinham sido enviados para várias embaixadas de Timor-Leste e distribuídos por vários locais no país, incluindo hotéis.

Aníbal Carvalho Martins, diretor de promoção e marketing do MCIA, já tinha explicado à Lusa que os 2 mil exemplares, que custaram cerca de 25 mil dólares, foram produzidos por uma empresa gráfica timorense que ficou encarregue de preparar os textos.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de