Papa apela para apoio às vítimas do mau tempo em Moçambique

Pelo menos 300 pessoas morreram à passagem do ciclone Idai pela África Austral, onde os socorristas se desdobram agora em esforços para salvar milhares de pessoas que continuam refugiadas em cima de telhados e árvores.

O Papa Francisco apelou ao apoio para as vítimas da passagem, na semana passada, do ciclone Idai em Moçambique, Zimbabué e Malaui, países onde deixou um rastro de destruição e mortes.

"As grandes inundações espalharam o luto e a devastação em várias regiões de Moçambique, Zimbabué e Malaui", assinalou o papa perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a habitual audiência geral das quartas-feiras.

"A estas populações que me são queridas exprimo o meu pesar e a minha solidariedade. Confio as numerosas vítimas e as suas famílias à misericórdia de Deus e imploro o reconforto e o apoio para todos os que foram afetados por esta calamidade", acrescentou.

Pelo menos 300 pessoas morreram à passagem do ciclone Idai pela África Austral, onde os socorristas se desdobram agora em esforços para salvar milhares de pessoas que continuam refugiadas em cima de telhados e árvores.

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil "estão em situação de risco", tendo decretado o estado de emergência nacional.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando tratar-se da "pior crise" do género no país.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, viajou para a Beira, onde dezenas de portugueses perderam casas e bens devido ao ciclone Idai, para acompanhar o levantamento das necessidades e o primeiro apoio às populações afetadas.

No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 82 mortos e 217 desaparecidos, enquanto no Malaui as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

Moçambique tinha já sido atingido por inundações mortíferas em 2000, causando na altura 800 mortos e mais de 50 mil desalojados.

O país está entre os destinos possíveis da viagem do papa a África prevista para setembro e que deverá incluir também Madagáscar.

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