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Doze acusados e sete juízes. Arranca o julgamento mais esperado do ano em Espanha

Defesa e acusação vão chamar mais de 500 testemunhas, incluindo Mariano Rajoy e Soraya de Santa Maria, mas também polícias enviados por Madrid para travar o referendo.

É o julgamento mais esperado do ano em Espanha. O processo independentista da Catalunha chega esta terça-feira ao Supremo Tribunal com 12 acusados e sete juízes. Em cima da mesa está uma pena que pode ir até aos 25 anos de prisão.

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Siga em direto o julgamento:

No banco dos réus sentam-se 12 pessoas, mas podiam ser quase 20. Sete separatistas não vão estar presentes no julgamento, entre eles o ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica.

São acusados de rebelião, sedição e peculato na organização do referendo de 1 de outubro de 2017 e consequente declaração de independência em relação a Espanha.

Mas se para o Estado espanhol estes são crimes puníveis por lei, para os separatistas são atos políticos legítimos que estão agora a ser criminalizados.

A procuradoria espanhola pede penas entre os sete e os 25 anos de prisão.

Oriol Junqueras, antigo vice-presidente do governo catalão, é um dos acusados que enfrenta as penas mais graves.

No banco dos réus estarão também a ex-presidente do Parlamento catalão Carme Forcadell, os oito antigos ministros do governo regional, o antigo presidente da organização Assembleia Nacional Catalã, Jordi Sánchez, e o presidente da associação Omnium Cultural, Jordi Cuixart.

Nove dos acusados estão em prisão preventiva, são membros do núcleo duro de pessoas que planeou a tentativa de independência.

Defesa e acusação vão chamar mais de 500 testemunhas, incluindo Mariano Rajoy e Soraya de Santa Maria, mas também polícias enviados por Madrid para travar o referendo.

Depois das eleições a 1 de outubro, o processo de independência durou poucos dias e foi interrompido a 27 de outubro de 2017, quando o Governo central espanhol, na altura presidido por Mariano Rajoy, decidiu intervir ao destituir o executivo de Carles Puigdemont e dissolver o Parlamento.

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