Tempestade Michael

Michael deixa dois mortos e rastro de destruição na Florida

Segundo a organização científica, Climate Central, as próximas décadas deverão trazer furacões mais intensos, caso não haja uma diminuição drástica das emissões de gases de efeito estufa.

Um comboio tombado, árvores arrancadas da terra, casas e marinas transformadas em ruínas e pelo menos duas pessoas mortas. É este o resultado da tempestade tropical Michael que chegou à costa dos Estados Unidos esta quarta-feira, como um furacão de categoria 4.

O furacão, que atingiu praias, cidades costeiras e bases militares na Florida, perdeu força, localizando-se agora, com categoria de tempestade tropical, na Georgia, em direção aos estados da Carolina do Norte e do Sul, ainda a braços com as consequências das inundações causadas, há cerca de um mês, pelo furacão Florence.

Apesar de ter perdido força, as autoridades alertam para a possibilidade de chuvas e ventos fortes, bem como da formação de tornados.

Segundo as autoridades, pelo menos duas pessoas morreram. Um homem morreu quando a sua casa foi atingida por uma árvore em Panhandle, na Florida, enquanto uma rapariga de 11 anos foi também fatalmente atingida por uma árvore na Georgia.

As equipas de resgate e salvamento estão a intensificar esforços para alcançar as zonas menos acessíveis à procura de pessoas presas nos escombros.

Mais de meio milhão de pessoas ficaram sem energia graças à tempestade que é descrita pela CNN como a mais forte desde 1992.

Várias pessoas foram detidas por se aproveitarem da catástrofe para roubar bens a pessoas e propriedades.

Vários especialistas atribuem a causa da tempestade às alterações climáticas. Segundo a organização científica, Climate Central, as próximas décadas deverão trazer furacões mais intensos, caso não haja uma diminuição drástica das emissões de gases de efeito estufa.

Notícia atualizada às 16h10

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