França

A história do colete amarelo lusodescendente que salvou um polícia

Miguel Henriques Paixão volta a vestir este sábado o colete amarelo. Ficou conhecido por ter ajudado um polícia durante os protestos, quer uma França nova e tem esperança de ver os polícias na luta ao lado da população.

O lusodescendente, de 42 anos, ainda não decidiu se este sábado vai para os Campos Elísios ou se segue diretamente para a entrada do palácio do Eliseu. Só tem uma certeza: vai voltar a manifestar-se na rua porque "a França já não é o que era".

Miguel Henriques Paixão lamenta que o país onde nasceu já não consiga dar condições dignas de vida a quem lá vive. "Trabalho na área da indústria química e recebo um ordenado de 1600 euros mas só para ir para o trabalho gasto 400 euros em gasolina, pago 200 euros em impostos, 600 de renda de casa, 100 euros em eletricidade e pouco ou nada sobra".

Miguel Henriques Paixão aponta o dedo aos políticos que "não dão o exemplo" e pede igualdade e respeito para todos. Este sábado espera ver muitos milhares nas ruas a lutarem por uma vida melhor mas espera também que " tudo decorra de forma pacifica, sem violência".

O lusodescendente que ajudou um polícia que estava a ser agredido na manifestação da semana passada confessa que gostava de ver as autoridades com outra farda, com coletes amarelos.

"Era bem, porque a polícia está cheia disto tudo, também. Pensam a mesma coisa que os outros, só não podem dizer".

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