"Acho exagerado todo este temor relativamente a Bolsonaro", diz português no Brasil

Algo tinha mesmo de mudar no Brasil, diz o empresário Domingos Meireles. Eleger Bolsonaro foi um "risco" necessário.

Há 17 anos a viver no Brasil, o empresário português Domingos Meireles acredita que Jair Bolsonaro vai moderar a postura uma vez chegado ao Palácio do Planalto.

O novo presidente do Brasil , eleito este domingo, foi "populista" na campanha, mas não vai ser extremista no poder, considera.

Em entrevista conduzida por Ricardo Oliveira Duarte, envido da TSF a São Paulo, Domingos Meireles diz encarar "com tranquilidade" e naturalidade a mudança. Era algo que já se esperava.

"Talvez o Partido dos Trabalhadores (PT) tenha ficado tempo demais no poder", nota. Se tivesse havido uma alternância de poder há mais tempo talvez "não tivéssemos chegado a este nível a que chegamos".

Apesar de admitir que Bolsonaro não era o candidato que mais gostaria de ter visto concorrer contra o PT de Haddad na segunda volta das eleições presidenciais, o empresário português olha para o futuro com "otimismo" e considera excessiva a desconfiança face ao candidato do PSL.

Para os outros países "parece uma candidatura extremada, mas acredito que não." A polémicas "tiradas populistas" tiveram como único objetivo "captar um certo tipo de eleitor descontente".

Eram frases para "apelar aos sentimentos de parte da população que se sente indefesa e insegura", vítima da violência brutal que se vive no país onde há mais de 60 mil assassinatos por ano.

Para mudar a situação, "tinha de acontecer qualquer coisa (...) foi melhor correr o risco de uma coisas diferente do que manter o que estava."

Além disso, recorda Domingos Meireles, Bolsonaro não vai governar sozinho. Terá uma equipa, terá de trabalhar com o Congresso e com o Senado.

"Quando Lula foi assumir o poder também parecia que vinha lá um bandido. acabou por se revelar uma pessoa moderada, que nos primeiros tempos fez um bom governo". Também assim se vai passar com Bolsonaro, diz.

"Espero não estar enganado."

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