Eleições Alemanha

CDS e BE de acordo: "Ascensão da extrema-direita é perigosa"

Numa rara convergência de opiniões, Assunção Cristas e Catarina Martins mostraram-se preocupadas com os resultados das eleições na Alemanha.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, felicitou esta segunda-feira Angela Merkel pela vitória nas eleições alemãs, expressando igualmente preocupação pelo crescimento da extrema-direita.

"Já felicitei Angela Merkel por esta vitória. É significativo que, mais uma vez, tenha sido a CDU a vencer estas eleições, mas naturalmente com uma nota de preocupação pelo crescimento das forças de extrema-direita, que passam a ter uma representação no parlamento alemão", afirmou Assunção Cristas, no final de uma ação de campanha para a Câmara de Lisboa.

A líder centrista defendeu que "derivas radicais à esquerda e à direita não são boas, não têm boas experiências históricas" e não servem as populações, nem em Portugal nem na Alemanha.

"A extrema-direita cavalga o descontentamento dos alemães"

A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou que o resultado das eleições na Alemanha é "um enorme sinal de alerta" sobre a situação europeia, considerando que a extrema-direita "cavalga o descontentamento" das pessoas pela falta de resposta do centrão.

"Isto demonstra a necessidade de uma alternativa verdadeira na Europa, que deixe este modelo neoliberal de privatização de serviços públicos, precarização do trabalho, que de facto está a destruir qualquer possibilidade de paz e coesão na Europa", defendeu.

As eleições alemãs deram um resultado histórico à extrema-direita, que entra para o parlamento pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial e torna-se a terceira força política.

A chanceler alemã, Angela Merkel, venceu as eleições de domingo com 33% dos votos, menos que os 41,5% conseguidos há quatro anos, preparando-se para cumprir o seu quarto mandato.

Em segundo lugar, com 20,5%, ficou Partido Social-Democrata (SPD), liderado pelo ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e que já anunciou que pretende ser oposição, não renovando a coligação anterior.

Em terceiro lugar ficou a extrema-direita (AfD), com 12,6% dos votos.

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