Internacional

António Vitorino quer trabalhar com Alemanha no combate às migrações ilegais

Na primeira visita oficial como diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), António Vitorino fez questão de escolher a Alemanha, sublinhando que a cooperação de Berlim é essencial.

Foi eleito em junho, tomou posse a 1 de outubro, e teve esta quinta-feira a primeira visita oficial como diretor-geral da OIM. Numa curta declaração conjunta com a chanceler Angela Merkel, justificou a escolha da Alemanha: "Tem um impacto simbólico e serve também para mostrar as boas relações de cooperação que temos com a Alemanha e o papel de liderança que a Alemanha ocupa na União Europeia".

Por sua vez, a chanceler Angela Merkel fez questão de sublinhar a importância do cargo, enfatizando que a Alemanha apoiou a candidatura de António Vitorino a diretor-geral da OIM. Por isso, declarou Merkel, ficou "muito feliz" com a escolha.

"O principal ponto no encontro desta tarde foi perceber como é que a Alemanha pode apoiar esta organização, o que podemos fazer melhor para ultrapassar os problemas, e melhorar a cooperação", expressou a líder do governo alemão.

António Vitorino enfatizou a importância da Alemanha, acrescentando que "a questão das migrações é tão complexa e diversificada que nenhum país dele lidar com ela sozinho."

O ex-ministro português (1995-1997) e ex-comissário europeu (1999-2004), foi eleito, em 29 de junho, diretor-geral da OIM, cargo ocupado pelos Estados Unidos desde a criação da organização, em 1951, com uma única exceção, em 1960. Tomou posse a 1 de outubro.

"O nosso objetivo é o mesmo: combater a migração ilegal, promover a ordem e a segurança na circulação migratória, abrir canais para promover as migrações laborais. Acredito que o pacto global para uma migração segura, regular e ordenada, que vai ser formalizado em Marraquexe, em dezembro, vai criar a oportunidade certa para que a comunidade internacional assuma responsabilidade sobre este tema que é tão importante", declarou António Vitorino.

Já Angela Merkel explicou que o pacto é "muito importante porque vai reduzir as migrações ilegais e dar fôlego e regular as migrações legais".

António Vitorino assume o cargo de diretor-geral da OIM numa altura em que os líderes dos 28 países da União Europeia alcançaram um acordo sobre a gestão da crise migratória, que prevê, entre outras medidas, a criação de centros de controlo nos Estados-membros, a possibilidade de estabelecer plataformas de desembarque em países terceiros e o reforço dos meios das agências de controlo das fronteiras externas.

Em 2015, no pico da crise dos refugiados, a Alemanha aceitou a entrada a quase um milhão de migrantes, na sua maioria de zonas de guerra como o Iraque, a Síria e o Afeganistão.

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