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Apelos internacionais à calma no Bahrein

Os apelos para que a calma regresse ao Bahrein multiplicam-se. No pequeno reino do Golfo Pérsico têm decorrido protestos contra o regime, que já fizeram vítimas mortais.

Na noite de quarta-feira a polícia reprimiu com violência uma manifestação. Os números oficiais apontam para pelo menos três mortos, mais de 320 feridos.

Os Estados Unidos estão entre os países que pedem um travão na violência confessando preocupação com este velho aliado.

É no Bahrein que está estacionada a quinta frota da marinha norte-americana, responsável pela segurança no Golfo Pérsico, no mar vermelho, no mar arábico e na costa leste de África até ao Quénia.

Por isso, o Pentágono segue de perto todos os desenvolvimentos da situação no Bahrein. Já esta tarde, o departamento norte-americano de defesa pediu ao Governo do país que coloque um ponto final na violência.

A primeira reacção aos acontecimentos da madrugada, na capital do Bahrein, chegou de Bruxelas. A chefe da diplomacia da União Europeia fez saber que os 27 estão muito preocupados com a violência e com a morte de três pessoas para além dos mais de 300 feridos.

Catherine Ashton pede às autoridades do país que respeitem e protejam os direitos fundamentais dos cidadãos.

Também o Governo de Londres pede respeito pelo direito à manifestação pacífica e pela liberdade de expressão.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros considera também que é tempo de construir pontes entre as diferentes comunidades religiosas do Bahrein.

A Grã-Bretanha sublinha ainda a oposição a qualquer interferência nos assuntos internos do país por parte de outros Estados.

Em Paris lamenta-se o excesso de violência das forças de segurança nas manifestações. A responsável pela diplomacia francesa entende que é vital que os governos e os políticos ouçam as expectativas das pessoas.

Para o final do dia está marcada uma reunião extraordinária dos ministros dos estrangeiros e do Conselho de Cooperação do Golfo.

Uma fonte oficial diz que os chefes da diplomacia da organização querem assim demonstrar apoio ao governo do Bahrein.