Ativista do grupo Pussy Riot em estado grave. Há suspeitas de envenenamento

O grupo de ativistas russo conta que Pyotr Verzilov está hospitalizado, incapaz de ver, falar e andar.

O ativista Pyotr Verzilov, membro do grupo russo Pussy Riot, está internado nos cuidados intensivos, num hospital de Moscovo, depois de alegadamente ter sido envenenado.

Pyotr Verzilov foi hospitalizado esta quarta-feira à noite, depois de ter perdido a visão e as capacidades de falar e andar.

"O nosso amigo, irmão e camarada Petr [Pyotr] Verzilov está em reanimação. A vida dele corre perigo. Acreditamos que tenha sido envenenado", escreveu a banda russa na rede social Twitter.

De acordo com um outro membro das Pussy Riot, em declarações aos meios de comunicação russos, Pyotr Verzilov ficou doente de repente. "Num período de duas horas, ele piorou exponencialmente. Primeiro, perdeu a visão, depois a fala e depois perdeu a capacidade de andar", relatou Veronika Nikulshina.

Pyotr Verzilov é um dos membros do grupo que invadiram o relvado, disfarçados de agentes da polícia, durante a final do Campeonato do Mundo de Futebol, em Moscovo, a 15 de julho. A ação foi uma forma de protesto contra a violência exercida pela polícia russa, após as denúncias de torturas durante interrogatórios e dentro das prisões do país.

Verzilov, Nikulshina e duas outras ativistas foram detidas e passaram mais de duas semanas na cadeia, por terem perturbado a final do Mundial, disputada entre a França e a Croácia.

Pyotr Verzilov, que tem dupla nacionalidade russa e canadiana, foi também o porta-voz das Pussy Riot, durante um polémico julgamento, em 2012.

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