egito

Bombardeamentos do Egito na Líbia matam 40 militantes do Estado Islâmico

O Egito bombardeou esta manhã, posições do Estado Islâmico na Líbia. A informação é avançada pela televisão estatal egípcia, citando uma fonte militar. Fora aérea da Líbia fala em pelo menos 40 mortos.

Ontem à noite, o presidente do Egito prometeu responder no modo e tempo adequados ao assassínio de 21 cristãos na Líbia.

PUB

A vingança está em curso e segundo informações da televisão pública do Egito esta manhã houve bombardeamentos contra posições do Estado Islâmico na Líbia.

Ataques que resultaram na morte entre 40 a 50 militantes do Estado Islâmico.

O número é avançado por um comandante da força aérea Líbia, depois do exército egípcio ter confirmado que bombardeou acampamentos, locais de encontro e depósitos de armas do denominado Estado Islâmico no norte da Líbia.

A ofensiva surge depois da divulgação de um vídeo, ontem à noite, que mostra 21 cidadãos egípcios que terão sido executados pelo auto-denominado Estado Islâmico.

Algumas horas depois da divulgação do vídeo, o presidente egípcio falou ao país. Numa declaração transmitida pela televisão, Abdel al-Sisi avisou que o Egito se reserva o direito a responder às mortes criminosas.

O Conselho de Defesa Nacional reuniu-se de urgência, para estudar a resposta a dar ao Estado Islâmico e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sameh Shukri, viajou imediatamente para Nova Iorque para assegurar as reuniões necessárias na Organização das Nações Unidas e no Conselho de Segurança, de forma a exigir uma reação internacional.

O Egito decretou, entretanto, sete dias de luto nacional e o presidente egípcio deu ordens para que sejam proibidas as viagens dos cidadãos nacionais à Líbia.

Os Estados Unidos já condenaram a execução dos 21 cristãos egípcios, considerando o ato cobarde e desprezível. O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest afirmou que «a barbaridade do Estado Islâmico não conhece fronteiras. Não é restrita pela fé, seita ou etnia», indicando que o recente massacre «apenas galvaniza ainda mais a comunidade internacional no sentido de se unir contra o Estado Islâmico».

Os 21 coptas egípcios tinham sequestrados na cidade de Sirte, no norte da Líbia.