Eleições no Brasil

Bolsonaro anuncia três dos nomes que vai indicar para ministros

Jair Bolsonaro não quer, para já, avançar com mais nomes.

O candidato às eleições presidenciais brasileiras Jair Bolsonaro anunciou esta quinta-feira o nome de três ministros na eventualidade de ganhar a segunda volta do sufrágio, no dia 28, numa conferência de imprensa no Rio de Janeiro.

O candidato do Partido Social Liberal (PSL) adiantou os nomes do general Augusto Heleno para o Ministério da Defesa, o economista Paulo Guedes para ministro da Economia e o deputado federal Onyx Lorenzoni, do partido Democratas, para ocupar o Ministério da Casa Civil que, segundo a lei brasileira, deve assistir direta e imediatamente o Presidente do país no desempenho das suas atribuições.

"Ainda não temos nome para os outros ministérios, até porque temos de esperar com prudência o dia 28 de outubro, data em que podemos ter a certeza de anunciar nomes", afirmou Jair Bolsonaro, que agradeceu a Deus o facto de ter sobrevivido ao ataque com uma faca em Juiz de Fora no decurso da campanha.

Nove nomes apontados pela imprensa

Apesar dos três nomes divulgados por Bolsonaro, a imprensa brasileira já revelou o nome de nove dos 15 ministros que Bolsonaro pretende reunir à sua volta.

Há desde dois generais, para a defesa e transportes, a um médico, para a saúde, a um diplomata fascinado por Donald Trump, para os negócios estrangeiros, e até o nome de Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, para a ciência e tecnologia.

"Valorizaremos a família e vamos fazer negócio com o mundo todo, sem tendências ideológicas. Vamos apostar de forma pesada na questão de segurança. Garantiremos, sim, a liberdade de imprensa, não faremos controlo social. Vamos garantir o legítimo direito à defesa do cidadão. Falta pouco para começarmos a mudar o nosso Brasil", declarou Bolsonaro.

O vencedor da primeira volta das eleições abordou ainda a morte do capoeirista Rosaldo da Costa, assassinado esta semana por um apoiante da sua ideologia.

"Não podemos admitir crime nenhum. Se foi uma pessoa que votou em mim, dispensamos esse tipo de voto. Quem quer que seja, cometeu um crime, tem de pagar", frisou.

O general Hamilton Mourão, indicado como o seu vice-presidente, e o assessor económico Paulo Guedes foram dois dos ausentes desta comunicação à imprensa, tendo Bolsonaro já admitido que irá evitar que aqueles tenham contacto com os órgãos de comunicação social, segundo o jornal Estadão.

Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais brasileiras de domingo, com 46,7% dos votos, seguido de Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores), com 28,37%, resultado que ditou a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos, já que nenhum obteve mais de 50%.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil ficou adiada para 28 de outubro.

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