Internacional

Bruxelas. Puigdemont exige libertação dos "presos políticos" 

Carles Puigdemont dirigiu esta noite uma mensagem para a Catalunha, ao estilo de uma mensagem à nação.

Na declaração previamente gravada, no hotel em Bruxelas, Puigdemont assume-se como o presidente do governo legítimo da Generalitat, exigindo a libertação dos "presos políticos", considerando que já "não se trata apenas de um problema interno de Espanha".

Na primeira reação desde a detenção de membros do governo deposto da Generalitat, Carles Puigdemont considera que se trata de um erro levado a cabo por Madrid.

"É um erro muito grave. Na verdade é um gravíssimo atentado à democracia. Prender dirigentes políticos por terem cumprido uma promessa eleitoral e respondido ao compromisso com os cidadãos diante do Parlamento quebra os princípios básicos da democracia", afirmou o presidente deposto da Generalitat, considerando que as detenções representam a "renuncia definitiva ao diálogo" da parte do governo de Madrid.

"É um golpe contra as eleições do dia 21 de dezembro, que revela um clima de repressão e prisões políticas sem precedentes e inaceitável na Europa democrática do século XXI", disse, apelando à intervenção da comunidade.

"Já não é um assunto interno espanhol. Apelo a que a comunidade internacional entenda o perigo que representam estas atitudes", disse Puigdemont, assumindo-se como o "presidente" em funções Generalitat.

Como presidente do governo legítimo da Catalunha, em resultado das urnas de 27 de setembro, exijo a libertação dos ministros e ministras e do vice-presidente", afirmou. Por fim , deixou um apelo aos cidadãos para que mantenham a resistência pacífica.

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