"Centro de espionagem" na embaixada e falta de higiene levaram Equador a entregar Assange

Julian Assange é acusado pelo Presidente do Equador de ter usado a embaixada para interferir em assuntos de outros Estados. Os comportamentos do fundador da Wikileaks também terão ajudado na decisão.

O Presidente do Equador acredita que Julian Assange tentou usar a embaixada do país em Londres, onde o fundador do Wikileaks viveu sete anos, como um "centro de espionagem". Em entrevista ao The Guardian , Lenín Moreno negou ter feito um acordo para os Estados Unidos em troca de um alívio da dívida.

Após a detenção do fundador da Wikileaks, o ex-Presidente do Equador Rafael Correa acusou o seu sucessor de ter "oferecido Assange aos Estados Unidos em troca de ajuda financeira", pelo facto de o país ter visto aprovado um empréstimo de 4,2 mil milhões de dólares do FMI, no passado mês de fevereiro.

Perante as acusações, Lenín Moreno garante que não entregou Assange por razões financeiras, mas pelo facto de terem sido fornecidas instalações na embaixada de Londres, por parte de Governo anterior, que levaram a interferências em assuntos de outros Estados. "É lamentável", disse, frisando que o Equador é uma "nação soberana que respeita a política de cada país".

Além das questões diplomáticas, o Presidente do Equador aponta ainda a falta de higiene de Assange como uma motivação. O chefe de Estado diz que o fundador da Wikileaks mantinha um comportamento impróprio ao nível da higiene que afetava não só a saúde do próprio, mas também o ambiente da própria missão diplomática.

De acordo com a Associated Press, a contribuir para a gota de água estão ainda comportamentos como andar de skate à noite na embaixada, a agressão a funcionários e até o facto de espalhar as próprias fezes nas paredes do edifício.

Apesar de ter sido levantado o asilo político, Moreno garante ter recebido um compromisso escrito do Reino Unido de que os direitos fundamentais de Assange vão ser respeitados e que não será extraditado para um país onde possa enfrentar pena de morte.

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