Refugiados

"Chios é uma metáfora do mundo"

Quem é o diz é Joana Simões Piedade, voluntária num campo de refugidos nesta ilha grega, onde diz ter encontrado o melhor de uma vida boa e o pior de uma vida numa tenda à mercê do frio.

Sente-se numa metáfora do mundo. Na ilha de Chios, a voluntária portuguesa Joana Simões Piedade vive entre dois mundos: o de uma terra com uma vida normal, quase de veraneio e um outro que fica pouco distante do centro, mas onde a miséria e o conformismo tomam conta da vida de quase dois mil refugiados...
Joana está há já alguns dias num campo de refugiados, na Grécia, onde assiste a uma guerra diária contra o frio e a fome, e que regista em texto no seu blog.

É a partir de Chios, onde está ao serviço de uma ONG norueguesa, que nos conta que as imagens da guerra na Síria despertaram-lhe a vontade de fazer algo. Envolveu-se por isso no projeto de uma amiga que se concretiza numa caminhada em tudo semelhante à rota dos refugiados. Sendo que esta faz o caminho inverso. Partiu de Berlim no passado dia 26 de dezembro, em Berlim, e espera chegar à cidade de Aleppo, na Síria, dentro de três meses.

Joana Simões Piedade, antes de assentar na ilha grega, participou no arranque da marcha. Em conversa com a TSF contou o propósito da iniciativa.

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