Coletes amarelos, sindicatos e grupos extremistas. Todos saíram à rua em Paris

Manifestantes que se concentram nas ruas da capital francesa envolveram-se em confrontos com a polícia. Há mais de 180 detidos.

Milhares de coletes amarelos e sindicatos desfilam esta quarta-feira lado a lado contra as políticas do governo francês. Já se registaram confrontos entre polícia e manifestantes e mais de 188 pessoas foram detidas.

Apesar das medidas anunciadas na semana passada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, os franceses exigem mais justiça social.

Como todos os anos, estão previstas várias manifestações por todo o país para assinalar o dia do trabalhador.

Este ano, passados cinco meses do início das contestações sociais, levantadas pelo movimento dos coletes amarelos, os protestos ficam marcados por um forte aparato policiar nas ruas da capital francesa.

Em Paris, foram mobilizados 7400 agentes de polícia. Desde esta manhã, agentes espalhados pelos principais pontos de acesso à cidade revistam sacos, malas ou ainda cofres de carros.

O reforço policial foi justificado, ontem à noite, pelo ministério do interior pelo facto de "elementos ultraviolentos tentarem infiltrar as manifestações" e criar o caos.

O ministro do interior, Christophe Castaner, teme a presença de grupos extremistas, conhecidos por Black Bloc.

O governador civil de Paris ordenou o fecho de lojas e comércios nas ruas por onde passa o principal desfile de 1 de Maio, que tem início na estação Montparnasse pelas 14h30 locais.

Uma hora antes da partida do desfile, a polícia parece ter dificuldade em manter os manifestantes concentrados em frente à estação ferroviária Montparnasse.

Ao longo da tarde registaram-se vários incidentes em Paris, veículos foram queimados e a polícia respondeu com gás lacrimogéneo para dispersar concentrações, no final do desfile oficial.

O secretário-geral da CGT, uma das maiores centrais sindicais francesas, Philippe Martinez, viu-se forçado a deixar os protestos mais cedo depois de ser atacado por elementos radicais.

O líder d'A França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, manifestou em Marselha e descreveu a crise social francesa como "algo sem precedentes".

A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, criticou duramente a União Europeia, que descreveu como "imperial, hegemónica e totalitária", durante uma manifestação em Metz, no norte do país.

Notícia atualizada às 18h35

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