Internacional

Dinamarqueses não querem mais cooperação com a União Europeia

O "não" venceu o referendo por 53% dos votos. Os dinamarqueses recusam-se a ceder mais soberania a Bruxelas nas áreas policial e judicial. Com a vitória do "não", a Dinamarca, pode continuar a recusar aplicar todas as diretivas europeias, e acórdãos do Tribunal Europeu sobre cerca de 50 assuntos diferentes.

Os temas aos quais a Dinamarca pode continuar a dizer "não" vão do controlo policial, às escutas telefónicas e vigilância da internet, até divórcios, heranças, falências ou política de refugiados.

Na prática, qualquer país ou cidadão europeu que tenha litígios ou interesses nas áreas judicial ou policial com a Dinamarca, ou em território dinamarquês, tem que se submeter à legislação dinamarquesa vigente, não podendo invocar a legislação europeia.

A derrota surpreendente do movimento euroentusiasta, liderado pelo governo conservador e pelos trabalhistas, é tanto maior, quanto a liderança do "sim" era notória há muitos meses em todas as sondagens até este domingo. A mensagem eurocética de "não obrigado a mais poderes para Bruxelas" resultou numa reviravolta do eleitorado em apenas 3 dias.