"Panama Papers" revela escândalo de corrupção a nível mundial

"Panama Papers", assim se chamam os documentos secretos revelados domingo, e que mostram como centenas de personalidades, entre elas 72 chefes de Estado, conseguiram ficar "fabulosamente ricos".

A jornalista Dora Pires resume o essência deste caso.

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Os documentos revelados surgiram devido a uma fuga de documentação da empresa de advogados Mossack Fonseca, no Panamá, que revelou nomes de vários políticos com dinheiro depositado naquele paraíso fiscal, fugindo aos impostos no seu país.

Ao todo serão onze milhões de documentos de uma das empresas mais secretas do mundo, a Mossack Fonseca, que revelam como a esta tem ajudado os seus clientes na lavagem de dinheiro, em contornar sanções e na evasão fiscal.

Os documentos fazem ligações a 72 chefes de Estado, atuais e antigos, incluindo ditadores acusados de saquear os seus próprios países.

O jornal inglês The Guardian avança que os documentos mostram como essas aplicações financeiras de membros do círculo fechado do Presidente russo Vladimir Putin os tornaram "fabulosamente ricos".

O Presidente russo não aparece em nenhum dos registos, mas os dados revelam um padrão: os seus amigos, Yuri Kovalchuk e Sergei Roldugin ganharam milhões em negócios, que aparentemente não poderiam ter sido efetuados sem o seu patrocínio, refere o jornal.

A empresa afirma que opera há 40 anos acima de qualquer crítica ou ilegalidade e nunca foi acusada de qualquer ato criminoso.

Os documentos foram obtidos pelo jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, que os partilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. A BBC Panorama e The Guardian estão entre as 107 organizações dos media em 78 países que têm estado a analisar os documentos.

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